Depois de um belo passeio ao Alentejo, nada como acabar o dia da pior forma: no hospital com o D.
Depois de chegar da tal visita,(que falarei depois) fui directamente para o trabalho e a seguir ligou-me o papá, muito aflito, a izer que tinha encontrado um alto grande na cabeça do D, e estava mole. Queria ir logo para o hospital mas fui a casa porque achava que não devia ser nada por aí alem. Devia ter sido da queda. Mas quando cheguei e apalpei, fiquei muito nervosa. Era um alto grande e mesmo mole, parecia liquido. Liguei para a pediatra e ela achou que era melhor ir ao hospital fazer um raio x e assim fizémos. Estava o dia mais frio desde o fim do Verão, um dia mesmo frio, daqueles de bater os dentes e por isso não me apetecia nada sair de casa com ele, mas teve de ser. Chegados lá, na triagem a medica foi chamada e começou o nervoso miudinho. Estivémos um bom bocado à espera de sermos chamados e quando fomos, a dra. disse que em vez de um raio x, ia fazer logo um TAC para ter mesmo a certeza de como ele estava, pois a cabeça tinha mesmo aspecto de fractura, mas como ele estava bem, quase de certeza que não era nada de mais. Aí começou a aventura. Haviam muitas crianças a entrar, alguns casos urgentes, 1 para cirurgia (apendicite), e as coisas foram-se arrastando. Ele adormeceu e aproveitou-se para o levar a fazer o exame. Quando o pus na maca, acorda e já não se pode fazer o exame. A enfermeira que foi connosco deu-lhe um sedativo e nada. Não adormecia. Com o passar do tempo, ia ficando cada vez mais eufórico. A dra. admirou-se e passado um bocado nova dose... e ele mais excitado ficou. Tivémos de lhe dar leitinho porque ele estava cheio de fome, mas não podia ser muito porque podia vomitar por causa dos sedativos. Portanto, com esta brincadeira, ficámos lá até às 02.00h... só fizémos o exame às 23.30h quando ele finalmente adormeceu... adivinhem como... com o secador (lembrei-me e pedi a uma auxiliar). O resultado do exame veio 2h depois. A médica foi 5* e logo falou com o medico radiologista e sossegou-nos. Não havia hemorragia interna e parecia que havia apenas uma fracturinha, que nada se podia fazer, só o tempo para sarar. E foi isso mesmo.
No meio disto tudo, senti-me muito triste, revoltada comigo propria porque ele estava ali por minha causa, angustiada. Chorei muito quando ele estava a fazer o TAC. É um exame que nunca ninguem da minha familia ainda fez e que só tinha visto em revistas. E logo o meu filho estava a fazê-lo. Senti o meu coração mesmo pequenino e impotente.
Felizmente voltámos para casa, porque nada mais há a fazer. O pior já passou e o alto vai durar ainda um bom tempo, pois é um edema daqueles...
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