Há coisas
dificeis de digerir. E ter férias sem as ter, é uma delas. Hoje, posso dizer que foi o primeiro dia de férias (uma semana depois). A semana passada foi toda passada em casa a tratar do D., ora a pôr soro, ora a assoar-lhe o nariz, ou a fazer vapores, ou a lamentar a minha sorte. Praticamente só saí para ir beber café e umas compras. Isto de ter filhos doentes é do pior que há, e a juntar a isso uma mãe galinha que só vê as coisas pelo aspecto negativo, é terrivel. Para mim, efectivamente parece o fim do mundo. Dá-me tremeliques, vou n vezes à casa-de-banho, ando com o estomago às voltas, nervosa como tudo, triste como tudo, não consigo pensar no céu por tras das nuvens, pensar positivo sobre o negativo, pensar que é tudo temporario e que são coisas que acontecem. Esta é talvez a parte que mais me separa do papá. Ele é completamente ao contrario. E por mais que queira encontrar um meio termo e pensar que para a proxima vai ser diferente, é sempre igual. E quem levou comigo esta semana foi ele. Eu sei que hoje é dia da Mulher, mas é a ele que eu quero agradecer, por me aturar e ainda (ainda!) ter alguma boa disposição (para alem de ainda gostar de me surpreender com os cozinhados dele).
E hoje, foi um dia BOM. Começou com um encontro com um hoteleiro da Madeira que chegou no barco. Quis que fosse ter com ele porque tinha umas coisas para me entregar. Era uma palmeira, um ramo de estrelicias, vinho da Madeira e abacates. Eu também não fui de mãos a abanar e levei-lhe uma caixinha com doces regionais. Depois fomos buscar a I. e fomos ao parque e ao centro comercial. O D. ficou em casa com a avó, porque ainda está com os restos da gripe, a ranhoca não tem fim e a tosse também. À tarde, depois do almoço também fomos com ela ao café e depois voltámos para casa para continuarmos as pinturas. A casa está quase pronta para voltar à carga. Estou desejando de vender a casa. Até já tenho umas ideias fixes para a casa nova.
Etiquetas: Coisas minhas




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