À beira de um ataque de nervos!
A vovó L. está doente, com uma especie de bronquite e a antibiotico. Eu ando meio cá, meio lá.
As dores de cabeça instalaram-se e não me deixam. Chegam a apanhar-me a cara.
As noites (não devia ter falado) voltaram à mesma bosta de sempre. O D. parece que rejeitou a cama dele e só quer vir para a nossa. Só quer dormir comigo. Amalha-se e adormece ferrado. Se estiver na cama dele, é capaz de acordar de hora a hora e não há secador que me salve, porque ele acorda a berrar e levanta-se logo.
A juntar a isso, a I. esta noite fartou-se de tossir. E eu levantei-me montes de vezes para a ver, dar agua e xarope, até pomada de eucalipto lhe pus no peito. O que me custa ouvi-los tossir!
O meu maior desejo é que neste mundo não houvesse doenças, que toda a gente fosse saudável e imune a tudo. Este é o tormento que me persegue todos os dias, um pensamento imobilizante, que quase não me deixa respirar.
Os dias são preenchidos a 100% no trabalho, envolta em papeis e computador, preços, ofertas, coisas de grande responsabilidade, em que um erro pode custar bem caro!
Às vezes apetecia-me mandar o trabalho ao ar e dar uma volta à minha vida. Até lá, o que me alivia é chorar de vez em quando (mas por outro lado, é o trabalho que me faz parar de pensar).
Etiquetas: Coisas minhas




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