VI A MINHA DIVA!
Graças à minha colega e amiga, e ontem provou (como se precisasse de provas!) que é mesmo minha amiga de verdade. Já estava tudo combinado para a venda dos bilhetes, ela foi para Lisboa e levou-os para os entregar a outra, eis que ela liga a dizer que ia comigo, porque não aguentava ver-me triste! Eu não queria que ela se sacrificasse para ir, mas ela insistiu mesmo e no fim, adorou.







Eu meti-me no autocarro, depois de ligar à outra a cancelar tudo, e lá fui eu. Os miudos ficaram com a avó e o pai e eu fui em busca de um sonho. Eles foram buscar-me e fomos de seguida para o Parque da Belavista. O C. (namorado dela e colega) deixou-nos ao pé do metro e aí já a confusão era muita. À medida que caminhávamos para lá iamos ficando sem voz. Era tanta gente, inacreditavel. A fila era enorme, havia um mar de gente à nossa frente e eu só me apetecia chorar. Ainda não tinham aberto as portas. Havia policia por todo o lado. Decidimos ir ainda fazer xixi antes de ir para a fila, mas o Feira Nova (local + perto) estava fechado. Quando voltámos, a fila estava ainda maior, quase dava a volta ao quarteirão. Eu não queria acreditar. E disse : não vim do Algarve pra isto!". Liguei ao meu amigo D. para ver onde estava e já estava na fila, lá no inicio e com essa desculpa, infiltrámo-nos no meio do pessoal, no inicio da fila, como duas miudas aflitas à procura de um grupo. A minha colega estava parva comigo, como eu tinha sido capaz de fazer aquilo. Lá dentro ainda o parque meio vazio, estívemos com o D. mas ele estava num sitio que não me agradava e fomos mais para o lado, a descer, e tinhamos uma visão muito melhor. Mesmo junto ao palco, era para as pessoas que lá tinham pernoitado e as que chegaram cedo, tinham direito a pulseira amarela, mas havia muita gente que mesmo com pulseira não quis ir lá para baixo. Via-se pior porque era plano. Outras nem sabiam que a pulseira dava direito a estar perto do palco e houve mesmo uma que me desapareceu das vistas assim que lhe disse... Depois ainda fomos às casas-de-banho, uma porcaria, diga-se de passagem. Só o cheiro me dava vómitos, por isso aguentei até chegar a casa... voltámos para o mesmo sitio e ali ficámos. À espera dela entrar, ouvimos gritar "olha o Herman!", estava ali ao pé de nós e o pessoal estava tão divertido que começou a cantar "és tão boa, és tão boa"...
Quando a Madonna entrou, até me vieram as lágrimas aos olhos, estava mesmo ali. O concerto foi optimo, excelente. Cantou musicas bem conhecidas, como "Like a prayer", "borderline", "la isla bonita", "music", "4 minutes", "heartbeat", "give it 2 me", "ray of light", "hung up" etc. Valeu pelo espectaculo em si, as luzes, os cenários multimedia, a envolvencia dela com o publico, a genica aos 50 anos. Não gostei do som a determinada altura, parece que não se percebia bem, a voz um bocado destrocida e os paineis não estavam presos e esvoaçavam ao vento (tava uma ventania que só visto). De resto, uma maravilha. A minha colega adorou e ficou a gostar mais dela. Até já me pediu os albuns e tudo. Quando ela estava mesmo a terminar o concerto, começámos a furar pelo pessoal para ir embora, com receio do mar de gente à saída. Aí passei mesmo juntinho ao Pedro Granger (ainda mais bonito que na televisão) e ao lado da Orsi Feher. À nossa espera tinhamos o C., e daí viemos de carro até ao Algarve, eu o caminho todo mais pra lá do que pra cá.
Nunca mais na minha vida me vou esquecer deste dia. Graças à minha amiga F., consegui concretizar este sonho. Todas as palavras do mundo não chegam para lhe agradecer.







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