Febre
Uma febre parva que durou 24h. Assim como apareceu, desapareceu. E cá entre nós, ainda bem!
* Pena que, por causa disso, não fomos ver o desfile de Carnaval.
O que mais lhe custou foi não poder dar beijos no mano. Dizia-me a chorar: "mas eu queria dar beijos nele... então posso dar beijos a ti?!"
Eu, pessoalmente, detesto o Carnaval. Na minha infancia, a minha mãe fazia questão de me mascarar com a mesma fatiota, sempre, ano após ano. Vestia-me sempre de mulher de rancho folclórico. Acho que fiquei traumatizada. Já não podia ver as roupas na frente. Podia até não ir desfilar, mas vestia-me sempre. Lembro-me de uma vez ter ido nos carros alegóricos, na terra da minha mãe e ter detestado. Estava desejando que a voltinha acabasse para sair dali. Depois, quando pude, comecei a recusar vestir aquela roupa e deixei de me vestir mesmo. Só voltei a vestir-me na adolescencia, quando fui com um grupo de amigas, vestida de india, à discoteca. Aí, sim, adorei. Depois na universidade, junto com as minhas colegas, trocámos as fatiotas e vesti-me de homem. Uma experiencia a não repetir... mas diverti-me à mesma e à brava, a andar por aquelas ruas da baixa com elas pela noite dentro, divertimo-nos tanto!
E até hoje, nunca mais me vesti.
Agora, o Carnaval é dos filhotes, e vão vestir sempre aquilo que quiserem, não lhes vou impor uma farda. O Carnaval é uma seca, mas quando se é pequenino, gosta-se muito.
Etiquetas: Ela




0 Comentários:
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial