Os meus pimpolhos

A minha vida está completa! 2 filhos lindos, os meus pimpolhos! Lilypie Kids Birthday tickers Lilypie Third Birthday tickersNotes:

sexta-feira, novembro 26, 2004

Gravidez e Parto

No dia 08 Setembro 2003 descobri que estava grávida de ti, meu amor. Fiz o teste na casa-de-banho com o teu papá a assistir e eu num misto de emoções... Quando finalmente vi que estava gravida nem quis acreditar. Fiz no primeiro dia de falta do periodo, mas como tinhamos feito na altura da ovulação, poucas dúvidas haviam e além do mais também tinha certos sintomas, como peito inchado e uma leve dor no baixo ventre, como se estivesse para aparecer o periodo. Ficámos os dois silenciosos e pensativos, mas cá dentro fervilhava de alegria e, ao mesmo tempo, um desejo de q tudo corresse bem. A primeira pessoa a quem dissémos foi à tua avó materna, que não queria acreditar... "ai o que foste fazer... e agora?" Como se isto fosse algum pecado! Somos casados e amamo-nos. Não somos ricos e não estamos perto dela, por isso a preocupação. Ela só queria era ajudar! Depois demos a noticia à tua avó paterna que ficou toda contente e esperançosa que fosse menina (porque tem 2 rapazes) mas fosses o que fosses que viesses em bem.A partir daí fomos dizendo aos poucos, primeiro a familia, claro. Não revelámos completamente até fazeres 3 meses de gestação. No dia 26 Dezembro o medico disse que achava que era uma menina e por isso passei o ano ansiando pelo dia 04 de Janeiro 2004, quando te veria outra vez. Vi-te e confirmou-se... e fiquei louca de alegria! O meu David (sempre pensei que seria um rapaz), afinal era uma Inês. Não podia ter ficado mais feliz. A escolha do teu nome foi complicada mas lá chegámos a acordo.Nunca enjoei nem tive desejos. Foi uma gravidez santa. Talvez o unico susto que apanhei foi quando o medico nos disse que tu tinhas um circulo escuro no abdomen que parecia um quisto nos ovarios. Confesso que fiquei de rastos, triste e preocupada. Aquilo permaneceu até à ultima eco. Quando nasceste, aquilo tinha desaparecido! Graças a Deus!À medida que o dia do teu nascimento se ia aproximando ia ficando cada vez mais ansiosa. Pus baixa no trabalho um mês antes, porque o medico disse que tu estavas apressadinha e que quase de certeza nascerias mais cedo... nasceste com 40 semanas e 3 dias! Andei no CPP (Curso de preparação para o parto) com a enfermeira Tina, um amor, ajudou-me imenso. Se não fosse isso, acredito que não me teria corrido tão bem. Fiz tudo o que ela disse para fazer. Andei muito, fiz caminhadas na praia e na rua, subi e desci escadas, acelarada mesmo, nem a tua avó me conseguia apanhar, ninguem acreditava em mim, mas resultou.No Domingo, 16 Maio 04, já tinha contracções, irregulares e espaçadas, pareciam moinhas do periodo. Já faltava pouco para te conhecer! Fui andar na avenida. Se não nascesses até Quinta-Feira teriam de te provocar... e eu não queria. Eu só tinha barriga (16 kilos) e estava tão empinada e descaída que me doía ao andar, mas mesmo assim andava, andava e ajudava-te a descer mais e mais... De noite continuei com as dores mas ainda consegui dormir até às 05h, altura em que me levantei porque já sentia mais dores e queria andar mais. Mas eu tinha tanto sono que acabei me deitando outra vez, no sofá da sala. A tua avó ouviu-me e foi fazer-me companhia (estava mais nervosa que eu). Às 07h acordei com um estalido em baixo. O que seria aquilo, pensei eu. Levantei-me e senti-me molhada. As àguas! Tive uma ruptura alta da bolsa. Liguei para o hospital, a Tina estava de serviço até às 08h e lá fui eu, com o teu pai e a tua avó. Estava calma, não tinha muitas dores. Ela preparou-me, raspou-me, clister e aí vou eu para a sala de partos, eram 09h. Não me assustei com a sala porque a Tina já nos tinha mostrado, numa visita que fizémos à maternidade. Ali estava eu só com uma bata em cima, a levar soro e oxitacina que uma enfermeira espanhola muito simpatica me tinha administrado a mando da enfermeira parteira, que não me lembro o nome, nada simpatica. O teu pai ali estava ao meu lado, tentando manter a boa disposição, mas se calhar mais nervoso que eu. As tuas avós, lá em baixo, esperavam ansiosamente. Aquele relogio na minha frente é que não parava, pensava quantas horas ainda estaria ali. As dores eram mais fortes e a cada contracção sentia vomitos, mas como estava em jejum não deitava nada. Passado pouco tempo senti vontade de fazer força e pensei "não pode ser... já?!". O teu pai dizia para me acalmar, que ainda não era, mas eu sentia mesmo vontade de "fazer cocó", como me descreveram que seria... pedi-lhe para me fazer umas massagens nos rins (que ele aprendeu nas aulas) e comecei a fazer a respiração "à cão", que para mim era a pior, a mais cansativa. Não a fiz muito tempo... a enfermeira disse-me que já tinha a dilatação feita. Entrei com 3 dedos de dilatação e já tinha os 10 em 2h e 1/2... Ainda foi fazer uma ronda e voltou com o resto da equipa e quando finalmente me disse para fazer força foi o céu. Às 12.01h nasceste, minha filha. Foi o momento mais lindo da minha vida. Ver-te sair de mim, toda branquinha e porem-te em cima da minha barriga, foi algo que nunca esquecerei. Vieram-me as lagrimas aos olhos e quis agarrar-te. Quando te trouxeram novamente, já lavadinha, eu estava em extase... eras tu, a minha filha... eu era mãe de verdade... não era um sonho... e eras a cara do teu pai. Deixaste-o todo emocionado e mesmo assim tirava-te fotografias para gravar o momento. A enfermeira disse que com a facilidade que eu te tive, dentro de pouco tempo podia ir lá ter outro, a mesma enfermeira que parecia antipatica, desfez-se em simpatia e afecto. Eu estava completamente absorvida por ti, pelos teus lindos olhos grandes a olharem para mim.

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